Le Panthéon

pantheon
© Paris Tourist Office – Marc Bertrand

O Panthéon é um monumento localizado no 5º distrito de Paris que hoje funciona como museu e cripta que guarda os restos mortais de diversas personalidades.

HISTÓRIA
Em 1744, o rei Louis XV reabilita-se de uma grave doença e, para pagar uma promessa que havia feito, ordena a construção de uma grande igreja em homenagem à padroeira de Paris, Santa Genoveva. O local escolhido é próximo à abadia onde ficavam conservadas as relíquias da santa, no alto no Quartier Latin. Em 1755, o arquiteto Jacques-Germain Soufflot coordena a construção que inclui também uma grande cripta para abrigar o novo mausoléu da dinastia dos reis Bourbon. O projeto tem inspiração na arquitetura antiga grega com grandes colunas e cúpulas.

Porém, Louis XV não chega a ver a obra pronta, e seu sucessor Louis XVI tampouco, pois a Revolução Francesa eclode e, em 1791, a igreja se transforma em um templo dedicado aos “grandes homens da nação”.

No decorrer da história, o monumento voltou a ser utilizado como igreja, depois como templo laico e então, a partir de 1885, torna-se definitivamente um mausoléu que abriga os restos mortais de escritores, filósofos, estudiosos, políticos e outras personalidades.

GRANDES HOMENS E MULHERES DA NAÇÃO
Entre os personagens que ali descansam estão Voltaire (o mais antigo habitante do local), Rousseau, Alexandre Dumas e Emile Zola. Durante um século, apenas duas mulheres foram enterradas – em 1907, morre o químico Marcellin Berthelot, algumas horas após a morte de sua esposa, Sophie Berthelot. Como último pedido ele deseja ser enterrado junto a ela, e é atendido pelas autoridades que os colocam lado a lado na cripta. Outra mulher a repousar no Panthéon é Marie Curie, duas vezes prêmio Nobel, de Física e Química. Marie faleceu em 1934 mas, em 1995,  ela e seu marido Pierre, são transferidos para o Panthéon.

Finalmente, no ano passado, uma grande cerimônia marcou a entrada de quatro personagens importantes da resistência francesa durante a invasão alemã na 2ª Guerra Mundial. Jean Zay, Pierre Brossolette e duas mulheres, Geneviève de Gaulle-Anthonioz e Germaine Tillion foram acolhidos no Panthéon.

CURIOSIDADE
Na década passada, um coletivo anônimo de oito artistas se instalou no alto do domo do Panthéon e ali, secretamente, montou um atelier. Sob a direção de um relojoeiro, restauraram o relógio centenário da construção, que não funcionava desde 1965. Ao longo de um ano, eles entravam em segredo durante a noite, através de passagens subterrâneas. Quando finalmente a restauração do relógio terminou, o grupo foi até o diretor do Panthéon para mostrar o que tinham feito. O diretor incrédulo, somente acreditou na história quando foi levado ao atelier. O relógio foi desmontado e, em seguida, os artistas levados à Justiça. Finalmente eles foram liberados com apenas uma advertência do juiz.

Aqui no Le Plat du Jour já foi  publicado um vídeo com um passeio pelo Panthéon e, de quebra, uma receita bem fácil de baguette. Para assistir clique aqui. 

COMO ACESSAR
Place du Panthéon, 75005, Paris.
RER: Luxembourg (linha B – azul)
Horário de funcionamento: 10h-18h (de abril a setembro até 18h30)
Ingresso: 8,50 euros

Caroline Ribeiro é brasileira, formada em cinema e atualmente cursa o terceiro ano de História da Arte e Arqueologia na Universidade Paris-Sorbonne. Ela organiza passeios culturais guiados por Paris junto com sua amiga, a também brasileira, Helena. Para saber mais sobre os passeios, clique aqui.